Uns são mais iguais que outros
Os períodos de pré-campanha (e da própria campanha eleitoral) têm-se transformado, talvez nas últimas décadas, num período em que os candidatos se desdobram em promessas, auto-elogios ou desculpas, tantas vezes preterindo de transparência ou honestidade para com os eleitores. É neste pequeno e breve hiato de tempo que os candidatos dão tudo para convencer o eleitorado de que só eles conseguirão responder às carências e necessidades de uma população, e que se assim não for, tudo cairá no mais profundo abismo, entregues que estaremos a um extremismo desmesurado da outra parte, seja ela qual for. É esta a postura que os candidatos a formar Governo nas próximas eleições de 10 de março têm assumido nos debates televisivos, pelo menos na sua maioria, procurando demonstrar a sua alegada capacidade para tirar Portugal do negro período que atravessa: um país com serviços públicos completamente degradados, com um Serviço Nacional de Saúde nas ruas da amargura, refletindo-se na "normalidade...