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A mostrar mensagens de maio, 2022

A Saúde socialista

 A Saúde socialista. Todos conhecemos sobejamente as dificuldades com que, em condições normais, se deparam as entidades públicas de Saúde, mormente Centros de Saúde e Hospitais, e o atendimento que proporcionam aos seus utentes. Longas filas de espera, meses para conseguir uma consulta, exame ou intervenção, equipamentos obsoletos, urgências à pinha com sistemas de triagem que prolongam a estadia dos utentes em salas de espera… Enfim, tudo quanto é público e notório! E tudo quanto temos também em Famalicão, como se revela suficiente atentar no exemplo do Centro de Saúde de Fradelos, em situação de precariedade desde 2016, que o Governo assumiu como “solução de recurso”. Um recurso definitivo, que tem suscitado reação de uns e falta de reação de outros, mesmo que da terra… Questões de “partidarite aguda”, certamente! Além de tudo isto, a pandemia Covid-19 veio exigir uma célere e imediata resposta às carências de saúde das populações. Daí resultou, naturalmente, um claro agravament...

A Alegoria da Caverna

Um dia, diversas pessoas foram acorrentadas a uma parede dentro de uma caverna, sem que se pudessem ver uns aos outros ou a si próprios. Atrás dessa parede havia um ponto de luz, onde outras pessoas circulavam com objetos que criavam sombras projetadas na parede em frente aos prisioneiros. Além disso, nada mais conseguiam ouvir além dos sons que ecoavam pela caverna, associando-os àquelas sombras. Era assim o mundo daqueles prisioneiros: as sombras e os sons eram tudo o que eles conseguiam ver e ouvir; eram o seu mundo, a sua verdade. A certa altura, um dos prisioneiros consegue soltar-se, movendo-se em direção à saída da caverna, onde havia um ponto de luz. Com a visão ainda turva pela incidência de luz a que não estava habituado, começa a perceber que as sombras criadas na parede que os prisioneiros vislumbravam eram produzidas por objetos movidos em frente à fonte de luz. Objetos bem mais detalhados do que as sombras, que pareciam agora apenas uma pobre representação dos mesmos. Gra...

Mais do mesmo e pelos mesmos...

A GUERRA E O ACOLHIMENTO Imagine o leitor, se possível for, porque me parece que tal barbaridade só pode ser conhecida se vivida, que o país onde cresceu e sempre viveu… é invadido barbaramente por um vizinho, que massacra, chacina, mata, viola ou tortura todos quantos se lhe opõem. É, por si só, assombroso de imaginar. Mas está a acontecer e não muito longe daqui. Além disso, imagine ainda o leitor qual seria a sua reação imediata? Fugir! Deixar tudo exceto a família (e tantas vezes até a família!) e fugir… para bem longe! Para um local onde, deixado tudo para trás, tivesse ainda algo: o conforto de viver (com os seus?) num local civilizado, onde pudesse começar de novo. Para o leitor, será imaginação; para milhões de ucranianos que hoje fogem de uma invasão bruta e impiedosa, é a realidade. Por fim, imagine o leitor que chegado ao destino para onde fugiu, as entidades responsáveis pela sua integração no país que o acolhe, o fazem ser atendido por pessoas com ligações ao regime do paí...