Cuidar de quem cuida, Cuidar Maior
Estima-se que no nosso País perto de 1,4 milhões de pessoas sejam cuidadores informais. Uma estatística avassaladora que abarca uma parte da população que se encontra relegada para segundo plano, para o esquecimento, e que se sujeitam ainda, como alvos, às exigências de uma sociedade sempre pronta a apontar o dedo. Gente que não tem tempo nem condições para se dedicar a si própria ou aos seus afazeres, coisas tão simples como ir ao cabeleireiro ou jantar fora, porque estão demasiado ocupados, ininterruptamente, a cuidar dos que lhes requerem assistência. E se acaso o fizerem, tornam-se imediatos alvos da crítica social, no incurial julgamento daqueles que, em causa própria, carecendo do empirismo, nada sabem. E assim, devemos perguntar-nos como podem estes cuidadores informais manter a frescura física e mental para que reúnam as condições exigidas e exigíveis para cuidar dos que de assistência precisam?! Já parámos para pensar quem cuida dos cuidadores informais? Pois a resposta devia ...