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A quem sente Famalicão: 39 anos de cidade!

Relembrar conquistas e efemérides é, para a essência humana, a mais distinta forma de refletir sobre determinados acontecimentos e o modo como estes moldam a sociedade e os eventos subsequentes. Ainda que considerando as lições de Albert Einstein sobre um tempo que não é absoluto, mas relativo, a memória perdura ao longo da passagem das épocas que nos marcam, ensinando-nos que, na maior parte das vezes, a História se repete. E é dessas repetições que nos permitimos acolher, aprender, melhorar. Ou, pelo menos, devíamos! Ainda assim, são também estas memórias, as que nos levam a celebrar as efemérides que nos relembram, constantemente, de onde vimos e onde já chegámos. E tantas vezes, tal é suficiente para que sintamos um orgulho imenso nas nossas raízes. Celebraremos, dentro de poucos dias, o 39.º aniversário da elevação de Vila Nova de Famalicão à categoria de cidade, que decorreu ao abrigo da Lei n.º 40/85, de 14 de agosto. E se, por um lado, possamos cair na tentação de julgar este ...

O meu sincero agradecimento

Na passada sexta-feira decorreu, na Assembleia Municipal de VN Famalicão, o ato eleitoral para a eleição do novo Presidente do Órgão e respetiva Mesa. Dali resultou a minha eleição como Presidente da Assembleia Municipal. Como então referi, a Assembleia Municipal é o Órgão representativo dos Famalicenses por excelência, onde, com espírito de cultura democrática, de respeito e de pluralidade, os nossos concidadãos veem discutidas as políticas e as decisões que influenciarão as suas vidas. Estou ciente da responsabilidade de conduzir esses trabalhos, e o que lhes posso garantir é que tudo farei para que estes decorram com a seriedade, hombridade e dignidade que o Órgão exige. Tive ainda a oportunidade de ali afirmar, reiterando-o agora, que ser eleito pelos meus pares para tão nobre cargo, como é o de Presidente da Assembleia Municipal, é uma distinção à qual não fico indiferente e pela qual me sinto, naturalmente, lisonjeado e muito me honra. A mais quando sucedo ao Ilustre Famalicense...

Sobre a liberdade

A vitória da Aliança Democrática nas eleições legislativas do passado dia 10 de março alterou significativamente o panorama político do País. E esta viragem política desagradou tanto aos que já não gostavam da AD, que estes fazem mesmo questão de o mostrar acerrimamente. Ainda os resultados eleitorais não estavam fechados e já Mariana Mortágua e Paulo Raimundo anunciavam, num âmago e incontido ímpeto, que “não abdicam de nada!... nem do futuro… nem do Estado Social…”. Não deixa, desde logo, de ser curioso que aqueles que demonizam a propriedade privada se arroguem no direito de reclamar como seus (ou da esquerda) quaisquer destes tópicos. É também esta esquerda (e outra!) que nega aceitar os resultados eleitorais que expressam a vontade dos Portugueses e o que daí advirá: entre outros um programa de Governo elaborado e executado por quem tem, efetivamente, de Governar. Prova disso é que, sempre com o incontrolável ensejo de não abdicar de nada, principalmente do poder (e, no caso da e...

Eleições Legislativas: a procissão... Vai no adro!

 As eleições legislativas do passado dia 10 deixaram o país em polvorosa. Se, por um lado, há uma clara e inequívoca curva à direita, no que ao espectro político diz respeito, por outro assumo que vejo com surpresa o resultado do Partido Socialista que, após 8 anos de Governo e de ter arrastado o País para uma das suas fases mais obscuras, consegue quase empatar (ou, quem sabe, até ganhar!) as eleições. Tudo depois da degradação completa do SNS, de que se arrogam fundadores, do desprestígio pelos Professores e pela Educação, da desconsideração pelas Forças de Segurança, da deterioração dos serviços públicos, sem excepção… Tudo, pese embora o arrecadar de milhões de euros, resultante da aplicação da maior carga fiscal sobre o povo português, entre tanto mais que poderíamos enunciar. É caso para não olvidar a velha máxima de “quanto mais me bates, mais eu gosto de ti!” Ainda assim, sem prejuízo daquilo que foi, em modesto entendimento, um resultado que nem o próprio PS esperava (daí ...

Não basta parecer sério; é preciso sê-lo!

A última sessão da Assembleia Municipal de VN Famalicão decorreu na passada quinta-feira sob, uma vez mais, a exaltação dos ânimos de alguns dos seus membros. Na sequência da apresentação de uma moção pelo senhor Presidente da Junta de Freguesia de Ruivães e Novais, a discussão - em que o CDS expressou a sua opinião de forma clara - intensificou-se, levando os intervenientes até ao uso da palavra sob a figura regimental da defesa da honra, ofendidos que se sentiram. É para isso, note-se, que a figura regimental existe, e tal pode ser solicitado quando ocorrer incidente que justifique a defesa das mesmas por parte de qualquer membro da Assembleia ou elemento da Câmara Municipal. Ainda assim, o rumo da discussão levou o Presidente da Assembleia Municipal em exercício, Dr. Luis Ângelo Oliveira, a intervir, numa exemplar condução dos trabalhos, solicitando contenção nas palavras. Como se apraz! Aliás, manteve pacientemente, durante toda a sessão, uma atitude conciliadora, de correção e res...

Uns são mais iguais que outros

Os períodos de pré-campanha (e da própria campanha eleitoral) têm-se transformado, talvez nas últimas décadas, num período em que os candidatos se desdobram em promessas, auto-elogios ou desculpas, tantas vezes preterindo de transparência ou honestidade para com os eleitores. É neste pequeno e breve hiato de tempo que os candidatos dão tudo para convencer o eleitorado de que só eles conseguirão responder às carências e necessidades de uma população, e que se assim não for, tudo cairá no mais profundo abismo, entregues que estaremos a um extremismo desmesurado da outra parte, seja ela qual for. É esta a postura que os candidatos a formar Governo nas próximas eleições de 10 de março têm assumido nos debates televisivos, pelo menos na sua maioria, procurando demonstrar a sua alegada capacidade para tirar Portugal do negro período que atravessa: um país com serviços públicos completamente degradados, com um Serviço Nacional de Saúde nas ruas da amargura, refletindo-se na "normalidade...

500 anos do nascimento de Camões

Luís Vaz de Camões nasceu há 500 anos, alegadamente a 23 de janeiro. No presente, 500 anos depois do seu nascimento, a obra daquele que foi (e é!) a maior efígie da literatura portuguesa, pela excelência do vertido na sua escrita, passa hoje incredulamente despercebido a uma parte significativa da população. A uma parte excessiva, diria eu! O desinteresse pela leitura, pelo conhecimento, pela história…, em prol da fugacidade (e tantas vezes futilidade!) do quotidiano poderá explicar parte desse alheamento. Num mundo que gira à volta de redes sociais e tecnologias, ainda que destas se possa e deva tirar o melhor proveito, sem prejuízo das vantagens e desvantagens, é cada vez mais raro encontrar alguém a ler um livro.  Mas isso não explica tudo. Antes pelo contrário, diria eu. Não fosse a tecnologia, as redes sociais, a facilidade de acesso aos meios de comunicação, e poucos saberiam que em 2024 se comemora esta efeméride. E assim é porque aqueles que têm a efetiva responsabilidade d...