O 29.° Congresso do CDS
Terminou o 29.º Congresso do CDS. Dali, e quem o acompanhou e nele participou não terá qualquer dúvida, saiu um Partido reforçado, unido, determinado e, principalmente, renascido, consagrando Nuno Melo como o seu líder, nos tempos difíceis que se avizinham.
Independentemente das culpas a atribuir pelo estado a que chegou o Partido, que as há e sabe-se bem!, é hora de olhar em frente e voltar a orientar o CDS para responder aos desígnios das freguesias, dos municípios e do País. “Não importa como chegámos aqui; importa como saímos daqui!”, afirmou Manuel Monteiro, numa das mais entusiasmantes e lúcidas intervenções no Congresso. Foi determinante que os militantes do CDS tivessem percebido, e perceberam, que pelo Partido e pelo País, é muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa!
Numa altura em que o Partido Socialista goza de uma maioria absoluta na Assembleia da República e, dado o panorama político, tem pouca ou nenhuma oposição, o CDS terá um papel preponderante ao liderar a oposição fora do Parlamento, algo que, aliás, começou já a fazer neste Congresso com vigor. O CDS deverá ser uma das principais forças de oposição e resistência ao socialismo que vai gerindo o País com as artimanhas a que já nos habitou, das quais a nomeação de Fernando Medina procurando uma sucessão “à Lisboa” é um dos mais recentes exemplos.
O CDS voltará à Assembleia da República à primeira oportunidade, fazendo da sua a voz de tantos eleitores que, identificando-se com o Partido e suas bandeiras, se sentem órfãos de representação no Parlamento. Fá-lo-á com a determinação de quem, sabendo que nunca foi fácil ser do CDS, se faz ouvir fora daquelas portas. Porque o CDS não é um partido qualquer! Está vivo e recomenda-se! E se prova fosse preciso, a envergadura e dimensão deste 29.º Congresso, com uma enorme participação ativa dos militantes e congressistas, fala por si. A mais, a frequência com que alguns Partidos adversários insistem em decretar as honras fúnebres do Partido, é revelador da preocupação que sentem pelo notável crescimento que já se nota no CDS.
Nuno Melo assume, corajosamente e perante as dificuldades, a liderança do Partido. Traz, assim, esperança àqueles que, como eu, reconhecendo-lhe uma capacidade ímpar, o desejavam ver na posição de líder há tanto tempo e, finalmente, o veem concretizado. Será, indubitavelmente, e numa oportunidade que se vislumbra como única, o mote e o impulso que o CDS precisava. É, no mais, um orgulho redobrado ver um ilustre Famalicense como Presidente do meu Partido.
Uma palavra final para outros três ilustres Famalicenses que farão parte da Estrutura Nacional do Partido, nomeadamente Durval Tiago Ferreira (Comissão Executiva), Isaque Pinto (Comissão Política Nacional), Ricardo Mendes (Mesa do Conselho Nacional) e Hélder Pereira (Conselho Nacional). Se o exemplo for aquele que sempre deram em VN Famalicão, e será certamente, o CDS só tem a ganhar!
Desejo a todos, e pelo bem do CDS, as maiores felicidades.
Agora, é tempo de construir!
MJFN
Vila Nova de Famalicão, 4 de abril de 2022
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