O país a arder...
O país a arder…
A facilidade em escrever sobre uma governação socialista – onde quer que seja – traduz-se, habitualmente, numa dualidade que nos permite escrever, em simultâneo, de forma literal e metafórica, sem necessidade de que tomemos notas, porque a repetição de eventos é tal e tão sucessiva que a sua assimilação é estimulada quase diariamente. Senão vejamos:
Cinco anos passaram sobre os devastadores incêndios de Pedrógão Grande. O Presidente da República chorava; o Primeiro-Ministro dava garantias de que não voltaria a acontecer; a extrema-esquerda, de forma aquiescente e com responsabilidades, ajudava ao coro. Hoje, sem que alguma aprendizagem se tivesse retirado de tão avassaladora tragédia, o país volta a arder, vidas continuam a ser destruídas. Os que gerem os nossos destinos, esses, são os mesmos de há 5 anos, com a idiossincrasia de uma extrema-esquerda que, agora (e sabemos bem porquê), critica o mesmo governo com quem colaborou em geringonça, de quem permitiu tudo a todo o tempo, cujos orçamentos de Estado e encaminhamento e distribuição de verbas aprovou e permitiu ad libitum. Uma ginástica mental, portanto, vazia de convicção ideológica e repleta de intenções de proveitos ao nível de medalha de ouro olímpica.
Insolitamente, dois dias após António Costa ter dito que “o sistema [de combate a incêndios] está bem preparado”, os incêndios voltam a assolar Portugal, sem que tenhamos meios suficientes, planeamento estratégico ou até a simplicidade administrativa para os combater. Até nisto António Costa se mantém fiel à sua postura: todos sabemos, como se continua a demonstrar, que não podemos acreditar no que ele diz.
Alvíssaras e solidariedade a todos os Bombeiros que, ainda assim, continuam inesgotavelmente a expor as suas vidas para proteger as nossas! Ainda, uma palavra de pesar à família do piloto do Canadair que faleceu em Foz Côa, ao serviço de todos! Obrigado!
Mas Portugal não arde só nas florestas. O Governo do Partido Socialista consegue mostrar do que é capaz quando não sujeito a um escrutínio eficaz e efetivo, resultante de um instrumento democrático que o povo lhes quis conferir (maioria absoluta). Com a tomada de decisões de forma inexorável e inquestionável, seguindo os trâmites ideológicos do socialismo sem barreiras ou obstáculos, o PS tem levado a um afundamento categórico de Portugal, e os exemplos são tantos! O afastamento dos melhores operacionais da Proteção Civil para dar lugar a boys do aparelho partidário e a complexidade operacional (criada pelo partido do simplex, quem diria?), resulta na incapacidade de combater incêndios, ano após ano; o Turismo, fundamental para a nossa economia, afunda enquanto o caos está instalado nos aeroportos e os cabecilhas do PS se calcam e recalcam, num ardiloso braço-de-ferro, (enquanto injetam o dinheiro dos Portugueses na TAP) com decisões, revogações, anúncios e pedidos de desculpa, com “falhas de comunicação” sobre um eventual novo aeroporto; o Serviço Nacional de Saúde, com todo o respeito e admiração pelos seus profissionais, vê-se numa incapacidade de gestão abrupta, cada vez com mais problemas e menor eficácia. A mais, não posso deixar de ressalvar o estômago dos que, vendo a casa a arder e sendo da casa, conseguem dar a cara em público dizendo “está tudo bem, não se passa nada!” (A imagem que me vem à cabeça, neste momento, é a do ex-Ministro da Informação Iraquiano a proferir as mesmas palavras em direto na televisão, com os tanques americanos a entrarem em Baghdad); a colocação de professores aproxima-se, e eu prefiro esperar para ver.
A bola de neve está a aumentar, e nós já vimos este filme, sabemos como acabou e onde está agora o seu protagonista, ao tempo!
Manuel João Fernandes de Nascimento
Deputado Municipal pelo CDS-PP
Vila Nova de Famalicão, 18 de julho de 2022
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