Diz-me com quem andas...
Não há semana que passe sem que António Costa e a sua banda brindem os portugueses com mais casos de mentira, corrupção ou outras indecências. O Governo de Portugal, Órgão em que os portugueses deviam poder conceder a sua máxima confiança, assim como nos seus membros, assemelha-se hoje, com repercussões internacionais, mais a uma Camorra ou a uma Bratva, do que a uma entidade pública confiável e de respeito. E isto era o mínimo que se lhe podia exigir: confiança e respeito.
Após um período em que Portugal foi governado por uma geringonça de esquerda (e que levou o País a índices extraordinariamente insatisfatórios!), o Partido Socialista consegue uma maioria absoluta que o livra de parceiros à direita e à esquerda, e que lhe permite uma governação absoluta. E isto tem-se revelado absolutamente catastrófico para Portugal e para os Portugueses.
Quando tudo é dado ao Partido Socialista para que governe com estabilidade, para que implemente as reformas que muito bem entender e para que guie o País no rumo que entende de sucesso, a seu bel-prazer, aquilo que o Partido Socialista faz, fiel aos seus princípios, é dizer: “Isto é o melhor que sabemos fazer; não conseguimos fazer melhor do que isto!”. Se fossem capazes de fazer melhor, porque não o fazem, quando têm todas as condições políticas – incluindo um Presidente da República conivente – para isso? No fundo, sem estupefação, faz aquilo que pode e sabe: instaurar o socialismo. E os resultados do socialismo estão à vista de todos! Já estava, e em termos históricos e geopolíticos é fácil de o comprovar, com os exemplos por esse mundo fora; contudo, após 20 anos de governação socialista, apenas interrompida por um breve período em que a direita foi chamada a resolver os problemas causados pelo próprio socialismo, Portugal tem bem à vista aquilo de que esta banda é capaz.
Não concedendo nos infaustos resultados que a corrente socialista tem para apresentar ao país (e ao mundo), sempre para infortúnio popular, há problemas bem mais graves inerentes ao socialismo – em Portugal, pelo menos! – do que a sua própria filosofia política. Refiro-me, naturalmente, à associação desta corrente à constante suspeição de mentira e corrupção em que os seus membros se envolvem. Hoje, pelos exemplos que nos são dados diariamente (!) pelo Governo de Portugal, o socialismo, a mentira e a corrupção podem confundir-se com uma corrente própria, uma idiossincrasia, em que se aglutinam num só.
Tenhamos como exemplo (entre tantos) Pedro Nuno Santos, ex-Ministro das Infraestruturas, e a questão da TAP. Após a injeção de 3.2 mil milhões de euros dos contribuintes numa companhia nacionalizada pelo Estado, garantindo que o retorno seria efetivado, fala-se de privatizar a TAP (e lá vão, a voar, os milhões de euros dos contribuintes); a mais, Pedro Nuno Santos, o mesmo que “desconhecia a indemnização quando nomeou Alexandra Reis para a NAV”, afinal, passado o surto de amnésia e já em casa, de pantufas, subitamente se apercebeu que se realizará uma comissão de inquérito e, então, lembrou-se que afinal não só sabia da indemnização da TAP a Alexandra Reis, como a aprovou! De génio!
Ou tenhamos ainda como exemplo o Ministro da Economia, referindo que é necessário reprivatizar a EFACEC, “que custa ao Estado 10 M€ por mês.”
Não é demais relembrar que o CDS foi sempre contra este desperdício do dinheiro dos contribuintes, incutido aos portugueses por uma cegueira ideológica que teima em fazer-se valer, e cujos resultados estão à vista de todos! Quando se questionarem se o CDS faz mesmo falta a Portugal, lembrem-se destes dois exemplos.
Lembremo-nos ainda do caso João Cravinho, em que o Ministro dos Negócios Estrangeiros, que “desconhecia a derrapagem nos custos das obras do Hospital Militar”, afinal… foi informado formalmente das mesmas. E, como um génio saído da lâmpada, afinal já se recorda.
Ou, por fim, porque seria capaz de ocupar todas as páginas deste jornal com os casos socialistas, e como a cereja no topo do bolo, façamos um esforço para ouvir António Costa dizer, referindo-se ao Ministro da Educação: “Quando um Ministro fala, fala por todo o Governo, não venho eu depois falar por cima do Ministro!”… ah, se ao menos o Primeiro-Ministro não tivesse revogado um despacho de Pedro Nuno Santos sobre um novo aeroporto…
O país está a saque! E pensar que ainda há quem, localmente, lhes preste vassalagem em plena praça pública… O que não há é vergonha! Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!
Manuel João Fernandes de Nascimento
Deputado Municipal pelo CDS-PP,
Vila Nova de Famalicão, 23 de janeiro de 2023.
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